quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Hatha Yoga - Pranayamas Parte I


Pranayama
Respiração
A ciência ocidental considera a respiração tão somente fenômeno fisiológico, mercê do qual o organismo utiliza o oxigênio do ar a fim de com ele efetuar as transformações químicas necessárias para que o sangue possa distribuir "nutrição" a todas as células. Parar de respirar e o mesmo que morrer. Para a ciência yogi a respiração, no entanto, é muito mais do que um fato fisiológico. É também psicológico e prânico. Em virtude de fazer parte dos três planos - fisiológico, psíquico e prânico -, a respiração é um dos atos mais importantes de nossa vida. É por seu intermédio que logramos acesso a todos eles. Por outro lado, é ela o único processo fisiológico duplamente voluntário e involuntário. Se quisermos, podemos acelerar, retardar, parar e recomeçar o ritmo respiratório. É-nos possível fazê-la mais profunda ou superficial. No entanto, quase todo o tempo, dela nos esquecemos inteiramente, deixando-a por conta da vida vegetativa.
Graças a isto, a respiração é também a porta através da qual poderemos um dia, a custa de aprendizado, invadir o reino proibido do sistema vago simpático. É principalmente graças a ela que um yogi avançado consegue manobrar fenômenos fisiológicos até então refratários a qualquer gerência. A psicanálise pôs ás claras a existência de um eu profundo, uma personalidade inconsciente, que estruturada com impulso e tendências instintivas, procura manifestar-se, pressionando, lá do nível desconhecido e misterioso de cada um de nós. Uma outra personalidade, que meridianamente cada um se reconhece ser, é estruturada á base de comportamentos aprendidos e socializados. Esta dicotomia alimenta um estado de tensão permanente. Pois o eu consciente, vigilante, teme e sufoca a livre expressão do eu profundo. Este, na interpretação de Freud, feio, erótico e anti-social, é alimentado pelas freqüentes repressões a que o eu consciente o submete. Do eu profundo o que podemos dizer é que ele é desconhecido e rebelde ao controle, mas não podemos concordar que seja apenas sujeira e negrume.
Podemos dizer, isto sim, que as energias que consigo guarda, e que, no homem vulgar, são desconhecidas pelo eu consciente, têm sido apenas temidas e recalcadas. Submetidas, mas não vencidas, permanecem, no entanto, criando conflitos e, como uma mola comprida, são perigosamente capazes de vencer o controle e soltar-se, muitas vezes, desastrosamente. Visando à unificação da personalidade, por meio de auto-análise e da psicanálise, tentativas são feitas no sentido de um "tratado de paz e mutua colaboração" entre estes dois partidos que dividem o "reino interno" do homem.
A respiração é um meio certo de obter essa unificação ou yoga.
Há em cada homem duplo ritmo respiratório. Um ligado à vida de relação ou consciente e o outro à atividade inconsciente e vegetativa. A primeira, que todos conhecem, é superficial, e a outra, profunda. Aquela se liga às atividades conscientes, características do eu superficial e consciente, e esta é própria dos mecanismos inconscientes e involuntários, ligada portanto ao eu profundo. A integração que se atinge no plano respiratório é estendida ao plano psíquico, mercê da integração dos dois sistemas nervosos: cerebrospinal e simpático. Consegue-se isto com a prática da respiração integral, que, começando como respiração superficial, se vai progressivamente aprofundando até a meta final. Desde já, porém, não se deve entender como respiração profunda apenas o inspirar sob grande esforço com o fim de encher ao Maximo o pulmão.
A) Aspecto psíquico da respiração
Para melhor evidenciar a natureza psíquica da respiração, basta considerar as alterações rítmicas funcionais que concomitantemente ocorrem com as alterações psíquicas. Na inquietude mental e emocional observa-se a respiração acelerada. Torna-se lenta nos estados em que nos achamos física, mental e emocionalmente tranquilos. Se nos envolve um conflito entre duas tendências ou desejos antagônicos, ela se faz irregular ou arrítmica. Se, no entanto, nos encontrarmos integrados, livres de contradições psíquicas, respiramos compassadamente. Reciprocamente, quando, pelos exercícios respiratórios, voluntariamente controlamos a respiração, tornando-a lenta, induzimo-nos necessariamente à tranqüilidade emocional e mental. Ritmando-a, estabelecemos a paz entre a mente, a vontade e os impulsos antes contraditórios e opostos.
B) A respiração como fenômeno prânico
Ao tratarmos do corpo prânico chegamos a ver a respiração como o meio de que ele se serve a fim de suprir-se de energia prânica. Cremos já ter dito o suficiente. Vimos já a importância da respiração como fenômeno polarizado, absorvendo a energia positiva --- HA e a negativa Tha. Energias estas que vão vivificar os chakras e circular pelos vários nadis.
Pelo exposto, torna-se claro que, controlando voluntariamente a respiração, ritmando -a, aprofundando-a, dirigindo-a, polarizando-a, o homem vai obtendo acessos a seus diferentes níveis - psíquico, fisiológico, prânico, podendo então integrá-los em seu proveito.
C) As fases da respiração
A respiração yogi se faz segundo três fases: puraka, ou inspiração; kumbhaka, ou retenção; rechaka, ou expiração. Conforme sabemos, quando inspiramos apenas pela narina esquerda, terminal do nadi id, absorvemos prâna negativo (THA) e quando o puraka se faz pela narina direita, onde termina o nadi píngala, incorporamos prâna positivo (HA).
Pranayama e sua importância
Etimologicamente, a palavra sânscrita pranayama significa domínio sobre o prâna. A maioria dos autores conceitua como a suspensão voluntária do alento, isto é, do prâna, e é o objetivo comum que todos eles apontam para os vários exercícios respiratórios, constituindo o "abre-te sésamo" para a transcendência e libertação. O venerável, Swami Vivekananda, em "filosofia yoga" (editorial Kier, Buenos Aires), narra uma parábola, ilustrando a importância do pranayama: "Conta-se que o ministro de um grande rei caiu em desgraça. Como conseqüência, o rei mandou encerra- lo na cúspide de mui elevada torre. Assim se fez, e o ministro foi relegado a ali consumir-se. Ele contava, porem, com uma fiel esposa, que à noite foi à torre e, chamando o marido, perguntou-lhe que poderia fazer para facilitar-lhe a fuga. Respondeu-lhe que na noite seguinte voltasse trazendo uma corda grossa, um forte barbante, um carretel de fio de cânhamo e um outro de fio de seda, um besouro e um pouco de mel. Muito admirada, a boa esposa obedeceu e lhe trouxe os objetos pedidos. Então o marido lhe disse que atasse a extremidade do fio de seda ao corpo do besouro, que lhe untasse os chifres com uma gota de mel e que o colocasse sobre a parede da torre, deixando-o em liberdade e com a cabeça voltada para o alto.
Assim ela fez e o besouro principiou sua viagem. Sentindo o cheiro do mel diante de si, trepou lentamente, com a esperança de alcança-lo, ate que chegou ao cume da torre. Apoderando-se então do besouro, encontrou-se o ministro na posse de um dos extremos do fio de seda. Nesta situação, disse à esposa que unisse no outro extremo fio de cânhamo e, depois que este foi puxado, repetiu o processo com o barbante e finalmente com a corda. O restante foi fácil: o ministro conseguiu sair da torre por meio da corda, evadindo-se. Em nossos corpos, continua o amado yogi Vivekananda, o alento vital é o fio de seda e, aprendendo a dominá-lo, apoderamo-nos do fio de cânhamo das correntes nervosas, destas fazemos outro tanto com o forte barbante de nossos pensamentos e finalmente apoderamo-nos da corda do prâna, com a qual logramos a libertação".
... continua (parte II)
As explicações foram retiradas do livro do professor Hermógenes, “Autoperfeição com Hatha Yoga”. 

Gayatri Mantra

Por Érica Ribeiro
Fonte de Pesquisa: Humaniversidade / Otávio Leal

Gayatri Mantra é um dos mais  poderosos que se possa recitar, é o mantra da Iluminação. Ele atua em todos os aspectos do Ser, desde o mais sútil até a matéria.

Recomenda-se recitar o Gayatri Mantra todos os dias, com reverência e com a mente voltada ao Divino. Por ser um Mantra que exerce profundos efeitos na consciência é necessário um tempo de disciplina (Sadhana*), para que seus efeitos possam surgir. As mudanças serão benéficas e duradouras.




Om
Bhur Bhuvah Svah
Tat Savitur Varenyam
Bhargo Devasya Dhimahi
Dhiyo yo Naha Prachodayat

A Pronúncia do Mantra

Om Burbu vaa suaa
Tatsa vitur varenn iammm
Bargooo de-vassia dii-marriii
dioio naa pratcho daiat

                                                                 ॐ  ॐ ॐ                                                                                   
                                                                                                    
Om – a mãe/o pai de toda a eternidade; O som da manifestação;
Bhúr – a mãe Terra, o planeta Terra, o plano físico;
Bhuva – o éter, a atmosfera, o plano astral;
Svah – o céu, os planos não-materiais celestes, conhecidos como angélicos ou devas;
Tat – “aquele”, nossa alma, a transcendência do ilusório e do triunfo;
Savitur – o poder da luz, o abstrato, a vida presente em tudo, a nutrição;
                                                                ॐ  ॐ ॐ                                                                                                      

Varenyam – adoração por tudo;
                                                                ॐ  ॐ ॐ                                                                                                       

Bhargo – a irradiação da consciência da vida,a eliminação dos maus karmas e o acúmulo de                méritos;
Devasya – todos os seres, a nossa iluminação e a aceitação do que se é;
Dhimahi – meditação, domínio;
Dhyo – corpo, austeridade;
Yo – alma, consciência;
Nah – totalidade, criação;
Prachodayat – iluminação e compaixão.




*Sadhana ; O caminho interior; Caminho espiritual; Resgatar o Divino em nós.

Yoga e Didática


Por Marcos Rojo
PRINCÍPIOS PARA A COMPOSIÇÃO DE UMA SÉRIE DE YOGA
Assim que decidimos praticar por conta própria, ou seja, sem a condução de um professor, vem a primeira pergunta: “O que devo fazer?” Imediatamente parece que tudo o que aprendemos foge da nossa memória e não nos lembramos mais do que uma dúzia de exercícios. Na verdade, tudo está guardado na nossa cabeça, apenas não temos o hábito de ir buscar. 
É importante fazer o que você gosta e o que você precisa. Nem sempre, gostamos do que precisamos. Pense numa pessoa agitada, que se deita para fazer 5 minutos de relaxamento e compare-a com outra pessoa que é concentrada e silenciosa por natureza. Qual das duas precisa mais do relaxamento? Qual delas gosta mais de relaxar?
Fazer os exercícios que gostamos nos dá uma sensação de prazer na prática e isto nos motiva. Fazer o que precisamos, numa dose aceitável para não tornar a prática desagradável, até que um dia, o exercício difícil também fique fácil e prazeroso.
Existem algumas normas para a escolha das técnicas de yoga para compor uma série. Fazer pelo menos um de cada:
• Flexão da coluna - exercícios onde inclinamos o tronco para frente ou aproximamos o tronco das coxas. Neles, alongamos os músculos posteriores do corpo.
• Extensão da coluna – exercícios onde inclinamos o tronco para traz ou distanciamos o tronco das coxas. Neles, alongamos os músculos anteriores do corpo.
• Inclinação lateral da coluna – exercícios onde o corpo se inclina lateralmente com relação a seu eixo, alongando os músculos laterais do corpo.
• Torção ou rotação da coluna – exercícios onde o corpo gira em seu próprio eixo, alongando a maioria dos músculos do tronco.
• Exercícios de fortalecimento da região abdominal – exercícios que para a sua realização exigem a ação da musculatura do abdome.
• Exercícios de equilíbrio – exercícios que para sua realização colocam o corpo em situação de equilíbrio vulnerável. Como ficar num pé só, quando na posição em pé.
• Posições invertidas – aquelas em que o quadril fica numa posição mais elevada do que a cabeça ou as pernas numa posição mais elevada do que o quadril.
• Pranayamas – exercícios que tem como ponto principal a interferência no padrão rítmico respiratório. Devem ser feitos numa posição de meditação.
• Meditação – técnicas que visam disciplinar a ação desordenada e excessiva dos pensamentos.
Tendo escolhido os exercícios, a segunda questão importante para a composição da série, é a determinação de uma ordem. Uma seqüência de exercícios de yoga, deve seguir princípios comuns às teorias de aprendizagem:
• Do fácil para o difícil – antes de ler um livro, devemos aprender o alfabeto. Algumas posturas são difíceis para uns e fáceis para outros. No caso do yoga é importante destacar que fácil e difícil, não é uma referência à ação muscular ou ao desenvolvimento de uma habilidade com o corpo. Que o sentido do fácil para o difícil é o mesmo que do grosseiro para o sutil; do concreto para o abstrato; do corpo para a mente, do dinâmico para o estático e do asana para a meditação. Se não aprendermos a aquietar o corpo, não aquietaremos a mente. Patanjali deixa bem claro que os asanas preparam o praticante para os pranayamas e os pranayamas levam o praticante à concentração.
• Preparação – a maioria de nossas atividades é precedida de uma preparação. Em yoga, o sentido de preparação não é sinônimo de aquecimento. Aquecimento é um termo importado da educação física, mas que tem outros conceitos. Alguém aquece o corpo para se preparar para movimentos explosivos, o que não é o caso do yoga, ou pelo menos não deveria ser. Nos preparamos para uma prática de yoga com relaxamento ou recitando a sílaba “OM”, por exemplo. Caso na sua série tenha exercícios mais dinâmicos, inclua-os como preparatórios e deixe os mais estáticos para o final.
• Complementação – exercícios que atuam na mesma região, mas em sentido contrário, devem ser considerados complementares. Após torcermos para um lado, faremos a mesma torção para o outro lado, mas nem sempre pensamos nisto no caso da flexão e extensão, por exemplo. A postura da vela e peixe, são complementares, assim como também o são o arado e a cobra, por exemplo. O sentido de complementação, não é o mesmo da compensação da educação física. Aqui, estamos falando da otimização do efeito dos exercícios. Pela suavidade e leveza com que os asanas devem ser praticados, a idéia da compensação não faz sentido. Lembre-se que estamos nos referindo à prática tradicional do yoga. Talvez linhas mais dinâmicas não se encaixem nestes princípios.
• Posição inicial – como a prática de yoga prevê concentração, é interessante que o praticante não fique mudando o tempo todo de posição. Ou seja, se estiver em pé, se possível faça todas as posturas em pé que você planejou, quando se deitar, faça as deitadas e assim por diante.
Tendo escolhido os exercícios e a ordem na qual serão praticados, a próxima questão importante é a forma como vamos praticar, sem as quais a prática poderá perder seu sentido e objetivo.

Aspectos individuais que caracterizam a prática de Yoga:
Ritmo – Cada um deve executar os movimentos que o levam até a postura e o trazem de volta no seu próprio ritmo. Um não deve copiar o ritmo do outro. O ritmo varia de movimento para movimento, de pessoa para pessoa e de dia para dia. Em Yoga, o ritmo é a velocidade constante do início ao fim que se determina para um movimento, que possibilite controle e que seja agradável. No mínimo, o ritmo é um movimento observado. Por traz do ritmo, está a idéia de controle. O ritmo garante a qualidade da concentração durante a prática. Movimentos feitos com impulsos e solavancos distraem o praticante.
Amplitude - É a mobilidade (articular) associada à flexibilidade (muscular) que permite ao praticante movimentar-se até determinados limites. Em Yoga a amplitude não é o máximo possível, mas é o máximo confortável. Talvez uns 85% do máximo possível. Cada um deve executar os movimentos na sua amplitude sem ter uma referência externa, ou seja, o padrão de execução é interno. O que deve orientar o praticante com relação à amplitude é uma sensação. Numa aula em grupo, independentemente do limite, todos devem ter a mesma sensação. Por traz da amplitude está a idéia de reconhecimento de limites, de verdade e de auto-conhecimento.
Permanência – É mais do que a simples capacidade de se manter no asana (postura). Permanência é um estado de presença. Estar presente significa estar consciente da maior quantidade possível de informações que chegam ao sistema nervoso central naquele momento. Manter-se na postura pensando no que vai fazer mais tarde ou se lembrando do que lhe aconteceu ontem, é ausência. Os que não conhecem Yoga, podem confundir o estado de presença com um estado de ausência, achando que no momento em que o praticante se encontra imóvel numa determinada postura, que no seu silêncio, ele está fora, mas nunca esteve tão dentro.
Descanso – É o tempo necessário entre uma técnica e outra, onde praticante observa o efeito do que foi realizado. Não é simplesmente para descansar, é o momento em que escutamos. Neste diálogo entre o corpo e a mente, durante a execução do exercício nós “falamos” e durante o descanso, nós “ouvimos”. Por traz da idéia do descanso, está a manutenção da capacidade de se perceber. Hoje em dia nós falamos muito e ouvimos pouco. Temos que desenvolver a observação passiva.
Série – Com o tempo, cada um vai reconhecendo o efeito das técnicas em si mesmo, desenvolvendo a capacidade de aplicá-las às suas necessidades do momento. Não faz sentido para um praticante antigo, que alguém lhe diga o quanto deve ficar numa postura, ou mesmo, quais as posturas que ele deve fazer naquele dia. O corpo nos diz se precisamos mais de relaxamento, mais de alongamento posterior ou anterior, basta que cada um saiba perceber.
Para concluir, lembre-se que um dos princípios da prática dos asanas é a estabilidade e um dos sinônimos de estabilidade é a imobilidade. Porém, não confunda imobilidade com inatividade. A atividade que mantém você imóvel é a atividade que nos interessa em Yoga. A coordenação dos impulsos neuro-musculares para manter o praticante imóvel com o menor esforço possível, exige treino. É como um peãozinho daqueles que brincávamos quando crianças. À distância parece imóvel, tal é o equilíbrio em que se encontra, mas existe uma atividade por traz desta aparente imobilidade e esta atividade é Yoga.

Para os que pensam em ensinar yoga

YOGA E DIDÁTICA
Didática significa técnica de ensino ou o estudo da técnica para orientar a aprendizagem. Em outras palavras, é a elaboração de recursos e estratégias por parte daquele que ensina, para que sua instrução possa ser claramente compreendida. Por sua vez, ensinar significa transmitir conhecimento ou no mínimo, organizá-lo de tal forma, que o aluno possa resgatar o que já lhe pertence, mas que ainda não se tornou visível, em palavras populares: “fazer cair a ficha”.
Gostamos de nos intitularmos professores de yoga, sem nos darmos conta do peso deste título. Professor é aquele que ensina e por traz da palavra educação está a idéia de auto conhecimento, liberdade e autonomia. Professor não é um demonstrador, demonstração é um recurso que às vezes pode ser útil. Professor não é o reprodutor de uma série e nem àquele que condiciona seus alunos a seguir seu comando.
Os antigos textos do Hatha Yoga, não fazem referências sobre didática, os discípulos moravam junto com mestre, partilhando o saber daquele que já havia passado pela experiência. Seguramente o mestre não reunia seus discípulos na clareira da floresta para conduzir uma prática de yoga como nos dias de hoje, com tom de voz brando, falando o tempo todo para elevar um braço, flexionar uma perna ou girar o tronco.
Nós “professores” de yoga, dizemos que ensinamos, mas, muitas vezes, condicionamos nossos alunos a seguirem nosso comando, sem darmos a eles a oportunidade de experimentarem o prazer de uma prática auto-comandada. Meu primeiro pensamento a este respeito veio numa aula na Universidade de São Paulo, quando pedi aos alunos que relaxassem e depois de 3 minutos em silêncio, uma senhora me disse que não estava ouvindo. Eu respondi a ela que não estava falando e ela retrucou, dizendo: “Então como vou relaxar se você não vai conduzir?”
Penso que temos que criar momentos durante a aula, onde o aluno se sinta o dono de sua prática. Que ele tenha a oportunidade de seguir o comando interno que dirá a ele naquele dia, qual é o ritmo adequado, qual é o limite correto, quanto de permanência para tal exercício e com o tempo de prática, que ele consiga inclusive, determinar qual a série mais indicada para as suas necessidades.
A aula conduzida tem características diferentes da prática em casa, o aluno perceberá que nas aulas em conjunto ele aprende e tem experiências que o orientarão posteriormente nas práticas individuais. Engana-se o professor que acha que vai perder o aluno, quando este começar a fazer Yoga em casa, sozinho. Este aluno vai sempre sentir a necessidade de um contato com o grupo e com o professor. Nós perdemos o aluno que começa a praticar menos, aquele que pouco se envolve com as práticas. 
 
Resumo da aula dada pelo professor Marcos Rojo no curso de didática em Yoga.

A relação da música Gita de Raul Seixas com o Bhagavad-Gita


Artigo/fonte: jayvaquer.com
foto/fonte: Google




Os três principais livros sagrados da Humanidade são : a Bíblia, com cerca de mil anos de tradição da História do Cristianismo. Depois temos o Tao-Te-King (Lao-Tse) da China, datado aproximadamente de 600 anos antes de Cristo. E finalmente o Bhagavad-Gita, datado de aproximadamente 6 mil anos antes de Cristo e com o maior número de fiéis na face do Planeta. O Bragavad-Gita faz parte do Mahabarata. E foi no Bragavad-Gita que Raul Seixas e Paulo Coelho se inspiraram para compor a música Gita.

Segunda a tradição, o Senhor Krishna inicialmente o Bragavad-Gita ao deus Sol algumas centenas de milhões de anos atrás. Essa tradição foi sendo passada de iniciado para iniciado através dos séculos, mas acabou se perdendo. Finalmente o Senhor Krishna teve que retransmitir a mensagem ao guerreiro Arjuna, no campo de batalha de Kuruksetra. Arjuna estava muito angustiado porque teria que combater contra seus próprios irmãos, sua própria família. E nesse desespero pergunta ao Senhor Krishna quem era afinal o próprio Senhor Krishna, que o tinha colocado numa situação daquelas.

E o senhor Krishna responde. Evidentemente a resposta é extremamente extensa. O livro todo conta a história desse diálogo entre o Senhor Krishna e o guerreiro Arjuna. Raul Seixas e Paulo Coelho representam a resposta do Senhor Krishna a Arjuna assim:

.............I
Às vezes você me pergunta
Por que eu sou tão calado.
Não falo de amor quase nada
E não fico sorrindo ao teu lado.
Você pensa em mim toda hora
Me come , me cospe , de deixa.
Talvez Você Não Entenda,
Mas hoje eu vo lhe mostrar:

.............II
Eu sou a Luz das Estrelas
Eu sou a cor do luar
Eu sou as coisas da vida
Eu sou o medo de amar
Eu sou o medo do fraco
A força da imaginação
O Blefe do jogador
Etc...

É interessante observar que na cultura oriental a Divindade é composta da União entre o Bem e o Mal. Bem diferente é da nossa cultura, que busca eliminar o Mal , o lado negativo da vida. Deus para os Orientais não é somente composto das coisas boas. Mas também do medo , da cegueira da visão, da miséria, da dor , do sofrimento, etc. No final da música O Trem das 7, nós temos novamente essa belíssima imagem da Unidade da Divindade, quando Raul diz: Ói, olha o céu, já nao é o mesmo céu que você conheceu , não é mais. Vê , ói que céu , é um céu carregado e rajado, suspenso no ar... Ói, olha o Mal, vem de Braços e Abraços com o Bem num Romance Astral. Em todos os sentidos, Raul Seixas propôs uma Nova Cultura. Que ele chamou Sociedade Alternativa. Mas , vejamos o texto original de Bragavad-Gita:

Eis o trecho do célebre livro que narra o diálogo entre o príncipe-guerreiro Arjuna e o Senhor Krishna, acontecido no campo de batalha de Kuruksetra, na Índia, há mais de 3 Mil anos:

Disse Arjuna: Você é o Brahman Supremo, o último, a suprema morada e o supremo purificador; a Verdade Absuluta e a pessoa divina eterna. Você é o Deus primordial, transcendental e original, e Você é a beleza não nascida e todo-penetrante. Todos os grandes sábios como Nãrada, Asita, Devala e Vyãsa proclamam isto de Você, e agora Você Mesmo me declara isto.

(Cap.10 - texto 16): Por favor, fale-me detalhadamente dos Seus poderes divinos pelos quais Você penetra todos estes mundos e mora neles.

(Texto 17): Como devo meditar em Você? Em que diversas formas Você deve ser contemplado, ó Bem-Aventurado Senhor?

(Texto 18): Fale-me outra vez detalhadamente, ó , Janãrdana (Krishna) de Suas poderosas potências e glórias, pois nunca me canso de ouvir Suas palavras ambrosíacas.

Responde Krishna:

(Texto 19): O Bem-Aventurado Senhor Disse: Sim , Eu lhe falarei de Minha manifestações esplendorosas, mas somente das que são proeminentes , ó Arjuna, pois Minha opulência é ilimtada.

Dos ádityas Eu sou Visnu, das luzes eu sou o Sol radiante , dos Marutas Eu sou Marici, e entre as estrelas eu sou a lua.

Dos Vedas Eu sou o Sãma-Veda; dos semideuses eu sou Indra; dos sentidos Eu sou a mente e nos seres vivos eu sou a força viva (conhecimento).

De todos os Rudras Eu sou o senhor Siva; dos Yaksas e Rãksasas Eu sou o senhor das riquesas (Kuvera) ; dos Vasus Eu sou o fogo (Agni) , e das montanhas Eu sou o Meru.

Ó Arjuna, dos sacerdotes saida que Eu sou o principal, Brhaspati, o senhor da devoção. Dos generais Eu sou Shanda , o senhor da Guerra; e dos copos d`água Eu sou o oceano.

Dos grandes sábios Eu sou Bhrgu; das vibrações Eu sou o om transcendental. Dos sacrifícios Eu sou o cantar dos santos nomes (Japa), e das coisas imóveis Eu sou os Himalaias.

De todas as árvores, Eu sou a figueira sagrada , e entre os sábios e semideuses Eu sou Nãrada. Dos cantores dos deuses (Gandharvas) Eu sou Cytraratha, e entre os seres perfeitos Eu sou o sábio Kapila.

Saiba que dos calavos Eu sou Uccaihsravã, que surgiu dos oceanos, nascido do elixir da imortalidade; dos elefantes senhoriais Eu sou Airãvata, e entre os homens Eu sou o monarca.

Das armas Eu sou o raio; entre as vacas Eu sou a surabhi, que dá leite em abundância. Dos procriadores Eu sou Kandarpa, o deus do amor , e das serpentes Eu sou Vãsuki, a principal.

Das cobras celestiais Nãga, Eu sou Ananta; das deidades aquáticas Eu sou Varuna. Dos ancestrais falecidos eu sou Aryamã, e entre os dispensadores da lei Eu sou Yama, o senhor da morte.

Entre os demônios Daitya Eu sou o devoto Prahlãda; entre os subjugadores Eu sou o tempo; entre os animais selvagens , Eu sou o Leão, e entre as aves Eu sou garuda, carregador emplumado de Visnu.

Dos purificadores Eu sou o vento; dos manejadores de armas Eu sou Rãma; dos peixes Eu sou o tubarão, e dos rios que fluem Eu sou o Ganges.

De todas as criações Eu sou o começo e o fim e também o meio, ó Arjuna.

De todas as ciências Eu sou a ciência espiritual do Eu, e entre os lógicos Eu sou a verdade conclusiva.

Das letras Eu sou a letra A, e entre os compostos Eu sou a palavra dual. Eu sou também o tempo inesgotável, e dos criadores Eu sou Brahman, cujos muitos rostos viram-se para todos os lados.

Eu sou a morte que tu devora , e Eu sou o gerador de todas as coisas ainda por existir. Eu sou as mulheres, Eu sou a forma, a fortuna, a fala, a memória, a inteligência, a fidelidade e a paciência.

Dos hinos Eu sou o Brhat-sãma cantado para o Senhor Indra , e da poesia Eu sou o verso Gãyatri, cantado diariamente pelos brãhmanas. Dos meses Eu sou novembro e desembro, e das estações eu sou a primavera florida.

Eu sou também o jogo de azar dos enganadores, e do esplêndido Eu sou o esplendor. Eu sou a vitória. Eu sou a aventura e Eu sou a força dos fortes.

Dos descendentes de Vrsni Eu sou Vãsudeva, e dos Pãndavas eu sou Arjuna. Dos sábios Eu sou Vyãsa,e entre os grandes pensadores Eu sou Usanã.

Entre as punições, Eu sou o açoite do castigo , e dentre aqueles que buscam a vitória, eu sou a moralidade. Das coisas secretas eu sou o silêncio, e dos sábios Eu sou a sabedoria.

Além disso, ó Arjuna, Eu sou a semente geradora de todas as exitências. Não há um ser - móvel ou imóvel - que possa existir sem mim.

Ó poderoso conquistador dos inimigos, não há fim para Minha manifestações divinas. O que Eu falei para você é apenas um pequeno indício de Minhas opulências infinitas.

Saiba que todas as criações belas , gloriosas e esplendosas brotam tão somente de uma centelha do Meu esplendor.

Mas qual é a necessidade , Arjuna , de todo este conhecimento detalhado? Com só um fragmento Meu Eu penetro e suporto este universo inteiro.

(Assim terminam os Significados de Bhaktivedanta correspondentes ao Décimo capítulo do Srimad-Bhagavad-Gita sobre o tema: A Opulência do Absoluto. No Capítulo décimo primeiro , Arjuna inicia dizendo:)

(Cap.11 - Texto 1): Eu ouvi Suas instruções sobre os temas espirituais confidenciais que você tao bondosamente me transmitiu, e agora minha ilusão se dissipou.



Conexão do texto com a letra de Raul e Paulo Coelho:

1) O texto acima foi retirado do livro O Bhagavad-Gita Como Ele É de autoria de Sua Divina Graça A.C.Bhaktivedanta Swami Prabhupada (Livro que contém o texto original em sânscrito, a transliteração latina, os equivalentes em português, aqui apresentados, a tradução e significados elaborados).

2) A Música Gita foi lançado no LP de mesmo nome em 1974. Raul Seixas relançou a mesma música em inglês 14 anos depois. Chamou-a I Am (Eu Sou) e acrescentou alguns versos significativos como Eu sou a Lei de Thelema e Eu sou o poder da Vontade do Livro da Lei de Crowley. Assim , mais uma vez ele juntou o  Bhagavad-Gita ao contemporâneo Livro da Lei.

3) Certa vez ouvimos um psicólogo dizer que Raul Seixas tinha pirado por causa dos vários aspectos patológicos de sua personalidades, inclusive uma exacerbada megalomania. Essa megalomania estaria muito evidente no quando Raul utiliza a primeira pessoa em suas músicas ( Eu sou isso, Eu sou Aquilo, Eu sou Eu, etc... , inclusive a própria música Gita ele chamo I Am - Eu sou em inglês).

O psicólogo estava enganado. Realmente, se nós verificarmos só os títulos das músicas de Raul, poderemos encontrar Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás, Eu Quero Mesmo, Eu sou Egoísta , Eu Também Vou Reclamar , Eu vou Botar Pra Ferver, etc... Mas , segundo declarações do próprio Raul, ele utilizava essa forma para que as pessoa que cantam as músicas falassem na primeira pessoa.

Numa cultura como a nossa que busca massacrar a individualidade em favor da massa , do rebanho, é muito mais importante que a pessoa aprenda a dizer Eu sou Eu, Eu Faço , Eu sou Capaz. Principalmente cantando , que é uma forma de se tornar feliz, de buscar a felicidade e auto-realização, auto-afirmação. Esta foi a intenção de Raul Seixas, que antes de tudo era um artista-filósofo.

sábado, 20 de maio de 2017

Coaching Estrutural Sistêmico

O Coaching Estrutural Sistêmico integra o que há de melhor nos estilos americano e europeu de coaching. As ferramentas utilizadas nessa metodologia são poderosas e permite ao coach desenvolver o pleno potencial de seus clientes, identificar e eliminar sabotadores, padrões repetitivos e estados emocionais limitantes. As ferramentas são baseadas em PNL, Constelação Sistêmica Familiar, EFT e outras. 

Coaching é resultado e foco no objetivo

O que você quer mudar na sua vida hoje?
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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Despertar do poder de cura do feminino - São Thomé das Letras / MG - Pousada MahaMantra - Dia 26/11/2016 ( ULTIMAS VAGAS)


Vivência - Despertar do Poder de cura do feminino 

As facilitadoras; 

Sabrina Izar e Érica Ribeiro convidam todas as mulheres que desejam mergulhar numa vivência de cura, sabedoria e despertar de uma nova consciência para um encontro em São Thomé das Letras - MG.

Existem muitos aliados para a saúde e bem-estar físico e emocional da mulher: ervas, cristais, florais, argila, dança e afins. O instrumento de cura que veremos nesta vivência é o trabalho sagrado com a energia de cura da obsidiana. Uma ferramenta poderosa que trabalha físico, mental, espiritual. Uma ferramenta de desbloqueios emocionais que trabalha o íntimo de cada uma, os traumas, trata doenças, revigora, cuida da saúde como um todo. Uma aliada a cura da mulher. Uma mãe. Um colo... Uma nova consciência, um passo ao despertar. Sejam bem-vindas a compartilhar conosco a energia feminina de vocês, sugiro que venham com sede de conhecimento, com vontade de provocar mudanças positivas na vida de vocês. Após os conhecimentos adquiridos, após a sabedoria da mulher compartilhada neste dia, vocês (se mergulharem neste mundo e nas práticas aprendidas) serão novas mulheres, despertas, mais felizes, mais presentes, mais entregues a vida e a beleza que só ela pode oferecer!

_/\_ Namaskar! Sabrina Izar


Nesse dia especial, abordaremos assuntos importantes para nós mulheres; como a ginástica íntima (Pompoarismo), metafísica da saúde feminina, meditação e visualização criativa, praticas salutares de ginástica íntima associada as posturas de yoga e respiração consciente. Os benefícios da pratica da ginástica íntima são inúmeros; fortalecimento do assoalho pélvico, circulação da energia sexual, prevenção de incontinência urinária e flacidez , auxilio em casos de prolapsos de útero e bexiga, preparação do canal para o parto, consciência corporal, recuperação da lubrificação na menopausa, entre outros benefícios. Todo esse aprendizado colocado em pratica juntamente com o instrumento sagrado de cura, os ovos de obsidiana, despertará todo o poder de cura e transformação que sempre esteve dentro de cada uma. Acordar é pouco, venha despertar todo esse poder de cura do feminino que sempre esteve dentro de você!


Namaskar!
Érica Ribeiro



Dia 26/11/2016 
Horário: 9hs as 20hs
Programação: 


9hs as 12hs


*Banho de Cachoeira - Aula de Yoga - Meditação Guiada / Mãe Terra

(Pausa para almoço)

14hs as 20hs ( Pousada Maha Mantra)

 *Acolhimento e meditação para  liberação de bloqueios

*Palestra- Ginástica Íntima e metafísica da saúde da mulher

*Prática- Ginástica Íntima associada as posturas de yoga e respiração consciente.

*Circulo de Amor - Mandala

 (Pausa - Coffe break)

*Cura do Feminino - Terapia energética com Obsidiana

*Partilha

*Roda de Cantos e Mantras


Venham com roupas confortáveis e tragam um tapetinho de yoga ou toalha para pratica na cachoeira e traje de banho que pode ser um shortinho e um biquíni.

Valor da vivência antecipado (sob consulta, não incluso hospedagem e almoço)

Facilitadoras: 
Érica Ribeiro e Sabrina Izar - Terapeutas e Instrutoras de Yoga

Apoio: 
Pousada Maha Mantra - São Thomé das Letras - MG
Portal Studio Yoga - Cajamar - SP

Contato Vivência: 
MG - Sabrina Izar (35) 99160-4998
SP- Érica Ribeiro (11) 99891-7799 (whatsapp)
Email: erica.efr@gmail.com

Contato Reservas - Pousada Maha Mantra:
MG- Paulo (35) 99976-4014

Local: 
Rua Plínio Pedro Martins, 320 - São Thomé das Letras - MG
( Pousada Maha Mantra / descontos para hospedes que participarão da Vivência)

Vagas Limitadas!!